O lado japonês da guerra
Numa comunidade do Orkut, foi perguntado sobre a relação entre as bombas de Hiroshima e Nagasaki e a Guerra Fria. Eu me interessei e fiz uma pesquisa na internet para responder a pergunta. A minha resposta está lá (na comunidade). Aqui escrevo a minha impressão sobre o lado japonês da guerra, baseado no que eu li e no que eu vejo no dia-a-dia.
Em alguns sites japoneses que eu li, eles acusam Truman de criminoso de guerra pelos ataques indiscriminados a Tóquio com bombas incendiárias (aproveitando o fato de que as casas dos japoneses eram feitas de madeira e de papel, ou seja, o alvo eram os civis) e pelas bombas atômicas, que poderiam ser evitadas se Truman não tivesse alterado os termos de rendição.
Eu li um relato de uma japonesa que até hoje sofre com os efeitos da radiação, dizendo que a Cruz Vermelha e outras ajudas humanitárias foram proibidas de entrar em Hiroshima e Nagasaki. Diz ela que os americanos, ao contrário do que dizem, não tratavam os feridos. Em vez disso, simplesmente tiravam amostras de sangue e faziam anotações. Diz que eles simplesmente observavam as pessoas morrendo e registravam as observações, mas não faziam nada para ajudar. Aqui fica um indício que eles tinham também o objetivo de “experimentar a nova arma”. Aliás, essa japonesa diz que aquilo não era ajuda humanitária, mas um grande experimento com cobaias humanas.
Num outro lugar, eu li que, depois da guerra, o mesmo centro de pesquisa sobre os efeitos da radiação, que trabalhava durante a guerra, alguns anos depois fez um experimento com flúor. Eles colocaram pequenas quantidades de flúor na água que abastecia uma cidade nos Estados Unidos para saber se não fazia mal e se não se acumulava no corpo. Lá também eles tiravam amostras de sangue e de placenta da população. Foi graças a esse experimento que demonstrou que as pequenas quantidades de flúor diminuíam a incidência de cárie, que hoje na nossa água também é colocado flúor.
Os americanos, por outro lado, acham que fizeram um bem ao Japão, por terem abreviado a guerra, “salvando” um monte de vidas que seriam perdidas nas batalhas, além de promoverem a democratização e o desenvolvimento econômico do Japão. Quem sentiu, literalmente na pele, os efeitos da bomba atômica, não consegue aceitar o “lado bom”, afinal a bomba atômica poderia ter sido evitada.
O que mais me espanta, é que todos os japoneses que eu conheço (e eu conheço alguns!), não odeiam os Estados Unidos por causa das bombas atômicas. Eles amam a paz (e se orgulham disso) e odeiam a bomba (mas não o país e o homem que mandou jogar elas aqui). Hoje, parece que eles culpam o Imperador por tudo e se envergonham de ter perdido a guerra. Nem parece o mesmo país dos pilotos kamikaze!
Dizem que os japoneses da época da guerra eram fanáticos e consideravam o Imperador um semi-deus. O que eu sinto hoje, principalmente dos japoneses mais jovens, é um desprezo pelo Imperador e por todos os nobres do Japão. Parece que, quando se fala no Imperador, eles fazem questão de dizer: “o Imperador é uma pessoa comum e não manda em nada. Ele é só um símbolo.”
Se perguntar a eles sobre patriotismo, eles respondem: “os japoneses não são patriotas. Eu não sinto nada pelo Japão.” Esse ponto eu acho interessante, porque eles dizem isso só com a boca, mas não deixam de dizer. Religião: no festival de o-bon são todos budistas; no ano novo são todos xintoístas; durante o resto do ano são todos ateus. Parece que sofreram uma lavagem cerebral!
Eu fui procurar sobre isso na internet e descobri um tal de War Guilt Information Program, que foi instituído durante a ocupação do Japão pelo exército americano. Os militares deixaram o governo, mas permaneceram a Constituição, as leis e os livros-textos criados ou alterados de acordo com as suas ordens.
Encontrei uma transcrição de um diálogo entre dois escritores japoneses. Um deles diz que era criança nessa época. Ele conta que foi levado pelo professor ao cinema para assistir um filme com imagens da guerra. Nesse filme aparece um avião kamikaze sendo abatido. Quando apareceu essa imagem, diz que o professor começou a bater palmas e mandou os alunos baterem palmas também.
O outro diz que foi ensinado que “o Japão não ganhou nada”, “que ele tinha 'consciência' de que os brancos eram superiores e os japoneses inferiores, que não tinham capacidade.” Além disso, não existia quem criticasse o governo militar ou quem dissesse que havia algum militar japonês bom. “Ensinaram-me que o Tojo é do mal”, diz ele.
Ambos falam sobre um programa de rádio chamado “a caixa da verdade”, que substituiu um outro programa da rádio NHK que, no mesmo horário dava notícias sobre a guerra antes da rendição. Nesse programa, perguntas eram feitas e respondidas. Por exemplo “Qual é a verdade sobre o ataque japonês a Nanquim? – A verdade é que 20 mil mulheres foram assassinadas.” Contam eles, que como o locutor era japonês e falava de “nós”, eles não percebiam que o programa era controlado pelos americanos. Parecia-lhes que era a própria verdade dita por outro japonês.
Sobre a censura ao correio, um deles conta a história de um homem comum que mandou uma carta a um conhecido dizendo que tinha sido baleado pelos militares (americanos) e estava ferido. Esse homem foi processado por calúnia e difamação das forças de ocupação. Segundo as investigações, esse homem inventou e usou essa história para recusar a visita de um conhecido (japonês não sabe dizer não...) Mas, como os registros dos julgamentos do período de ocupação ainda não foram abertos, não há como saber qual é a verdade.
Não é assunto deste artigo, mas eu tenho que mencionar também que nesse diálogo, os dois falam o Japão não foi a única vítima de lavagem cerebral, nem os Estados Unidos o único a utilizar essa técnica. Afirmam que na Inglaterra também foi usada pela BBC e que o movimento contra a Guerra do Vietnã foi produto de lavagem cerebral orquestrada pela KGB. Comparando as técnicas utilizadas pelos americanos no Japão com as utilizadas pelos países comunistas, afirmam que é totalmente diferente. A técnica americana é “livre”, ao passo que a comunista envolve tortura e ameaças.
O Partido Comunista da China fazia lavagem cerebral nos prisioneiros japoneses, dizem eles. Os procedimentos eram repetidos até que os prisioneiros passassem a defender as idéias socialistas. Quando obtinham sucesso, mandavam o prisioneiro de volta para o Japão para trabalhar em favor da China nas frentes de batalha japonesas.
Já nos meus primeiros meses aqui no Japão, eu me intrigava com a nulidade do sentimento patriótico do japonês. Eu tinha uma admiração pelo Japão e uma compaixão pelo povo japonês que lutou tão bravamente, embora tenha terminado derrotado. Eu achava que os japoneses deveriam ter um forte ressentimento com relação aos Estados Unidos, por terem sido o único país do mundo onde a bomba atômica foi usada.
Agora, eu não sei até que ponto que essa admiração toda não é fruto de algum tipo de lavagem cerebral anti-americana que eu sofri. Não culpo as minhas professoras de história. Elas eram ótimas e se limitavam a ensinar a matéria e a pensar sobre a história. Não tive professoras de história que fizessem pregação ideológica em sala de aula. Mas o anti-americanismo no Brasil não está só dentro da sala de aula.
Outra fonte da minha admiração é dos meus conhecidos descendentes de japonês no Brasil. Eu tinha um colega descendente de japonês que não tinha vergonha de dizer que era racista. Éramos muito amigos, até porque eu também sou racista e não tenho vergonha de dizer isso. Mas, vejam bem, não confundam racismo com discriminação racial. Se eu discriminasse as pessoas pela raça, jamais teria feito amizade com um descendente de japonês! Discriminação racial é ignorância. Racismo é gostar e se orgulhar da sua própria raça. Só isso. Infelizmente, quem já é um produto de algum cruzamento entre raças não consegue entender isso. Eles não podem ser racistas...
Mas, chegando aqui no Japão, eu fiquei chocado com o que eles me diziam: “japonês não é patriota, nós não sentimos nada pelo Japão”; “japonês admira os ocidentais”; “o Imperador é uma pessoa comum, ele não manda em nada, é apenas um símbolo” “o Japão está atrasado em relação aos Estados Unidos”, etc. Isso me deixou até entristecido. Será que aquele Japão que eu admirava morreu?
Por outro lado, é impressionante como as respostas para perguntas sobre os assuntos acima vêm sempre nas mesmas palavras, independente de para quem se pergunte. É como se fosse um mantra decorado. Mais tarde eu percebi que era isso mesmo: apenas palavras. Mas são palavras, que repetidas muitas vezes, controlam o pensamento deles, de maneira muito semelhante àquela que aparece no livro Admirável Mundo Novo de Huxley. Embora eles digam coisas e pensem balisados por essas frases repetidas, eu percebo que eles não sentem isso. Ou seja, o pensamento deles é artificial!
Essa é uma teoria minha, que eu baseio no seguinte: se você perguntar para um japonês se ele é patriota, a resposta vai ser, invariavelmente, “Japonês não é patriota. Nós não sentimos nada pelo Japão”. Mas, se mudar as perguntas, as resposta não condizem com essa frase. Por exemplo: “Você gostaria de morar em outro país?”. Aí se ouve: “Não. Eu gosto daqui. Não tenho vontade de ir ao exterior nem a turismo. Prefiro fazer turismo dentro do Japão mesmo”. Claro que nem todos pensam igual...
“Japonês admira os ocidentais?” Eu tenho um amigo que se queixava muito de algumas coisas, que sabia que eram inerentes à cultura japonesa, mas ele não tinha essa consciência. Eu dizia pra ele: “Esse teu modo de pensar é ocidental. Porque você não vai morar na França (ele sabia um pouco de francês). Você vai ser mais feliz lá.” Depois de algum tempo, ele simplesmente parou de se queixar. Ele não quer ir morar na França, nem na Inglaterra, nem em qualquer outro lugar do mundo. Ele ama o Japão, mas não tem (ou não tinha) consciência disso. Achei muito engraçado outro dia que um americano perguntou para ele, mostrando uma moeda de cinco ienes, o que é isso? Obviamente o americano se referia ao furo que tem no meio das moedas. Ele entendeu, mas safadamente, se fez de desentendido e respondeu: ”essa é uma moeda de cinco ienes“. Ora, para os japoneses é natural que as moedas de cinco ienes sejam furadas!
Pergunte aos japoneses(as) se eles(as) acham algum(a) ocidental bonito(a). Eles usam palavras diferentes para descrever a beleza oriental e a beleza ocidental! Pergunte se eles(as) casariam com um(a) americano(a). “Nunca pensei nisso, mas eu prefiro os(as) japoneses(as)”. Ou seja, eles são racistas! São racistas e eu os admiro por causa disso. São racistas, mas eu nunca fui “vítima” (que palavra hein!) de discriminação racial no Japão, pelo contrário, sempre fui respeitado, narigudo e branco, do jeito que eu sou.
Quanto à guerra, parece que a coisa é mais profunda: os japoneses genuinamente amam a paz e odeiam a guerra. Mas baseiam isso em frases prontas: “A guerra foi um erro. O Imperador fez mal ao Japão. Os soldados japoneses cometeram muitas crueldades nos outros países da Ásia e nós sofremos as conseqüências até hoje.” Até parece que foi o Imperador que subiu num avião, incendiou Tóquio e jogou duas bombas atômicas no país!
Eles estudam a história e sabem das causas da guerra, mas parece que esse sentimento de desprezo pelo Imperador é maior do que os fatos históricos. A Ásia estava dominada e disputada entre países europeus: França, Inglaterra, Alemanha, Espanha e até Portugal tirou a sua lasquinha. O Japão estava realmente em perigo, correndo até o risco de ser invadido por uma potência européia se não partisse para o ataque. (Eu tenho que estudar melhor essa parte, mas pelo menos é essa a impressão que eu tenho). A expansão do Japão pela Ásia é bem diferente do imperialismo europeu e não tem nada a ver com a expansão da Alemanha e da Rússia! Imaginem se fosse o contrário. Imaginem se a Coréia, o Japão, Tailândia e a China estivessem dominando a Europa Continental e, diante disso, a Inglaterra reagisse. Aí parece que faz sentido, não é mesmo?
Que eles “pagam até hoje pela guerra” é verdade. A única questão fica na justiça disso. A nova geração, que não é culpada pelos atos dos seus antepassados, agora tem que lidar com o ódio dos chineses e coreanos. Enquanto aqui, os americanos trataram de apagar todo o ressentimento do coração dos japoneses em relação a eles, na China, principalmente, eles são ensinados a odiar o Japão. Um amigo meu coreano me contou que lá na Coréia (do Sul) todo mundo dizia que os japoneses são maus e que ele também pensava assim, até vir para o Japão e ver que não era asssim. Imagine o que pensam os coreanos do norte! Outro dia eu vi na tevê um coreano (do sul) sendo perguntado sobre a possibilidade dos Estados Unidos invadirem a Coréia do Norte. O cara respondeu “Eu acho que se os Estados Unidos invadirem a Coréia do Norte, nós devemos atacar o Japão”. É até de dar risada! Não tem lógica. Se ele dissesse que lutaria em favor da Coréia do Norte, eu até entenderia...
No meio de tudo isso, o Japão não é culpado só pelo que fez nos outros países asiáticos, mas como eu disse antes, culpam o Japão pela própria bomba atômica da qual foi vítima. Os sobreviventes da bomba atômica ganham até hoje uma pensão especial do governo (japonês), como uma espécie de indenização. Mas quem bombardeou civis no Japão foram os Estados Unidos! Não seria justo que eles pagassem essa indenização???
Os japoneses sofreram uma lavagem cerebral e esse efeito se prolonga até os dias de hoje. Isso é um fato. Dizem também que os japoneses de hoje estão muito americanizados, mas eu não concordo com isso. Pelo menos essa “americanização” não deve ser resultado da lavagem cerebral planejada que eu falei. Como disseram os escritores que eu citei, a abordagem dos americanos era ”livre“. As pessoas não foram obrigadas a pensar de determinada forma, mas condicionadas. Por exemplo, embora o fanatismo religioso que movia os soldados no campo de batalha tenha sido desencorajado, a religião no Japão não foi proibida. Dessa forma, se há uma americanização das novas gerações, isso não significa que os japoneses perderam os seus valores tradicionais (não digo a mesma coisa sobre a China!). Dá para perceber claramente a diferença entre gerações no Japão. A nova geração nasceu num país desenvolvido e tecnológico, bem diferente da geração seus avós, que até fome passaram. É natural que pensem e ajam de maneira diferente, mas isso não implica necessariamente que estejam ocidentalizados. E não estão. São japoneses à sua própria maneira. (Para explicar essa última frase, eu tenho que pensar melhor nuns exemplos. Fica para outro dia).
Olhando por outro lado, o amor à paz, que em grande parte é fruto da lavagem cerebral, foi muito bom. Quisera que os Estados Unidos promovessem uma lavagem cerebral em todos os países do mundo! Se os outros povos tivesse a metade do amor à paz, ódio e temor à guerra e respeito aos outros povos que os japoneses de hoje tem, nunca mais haveria guerras no mundo. Não acho que o passado deve ser esquecido. Não. Deve ser lembrado sim, mas ficar remoendo ressentimentos e ódio não leva a lugar nenhum. O meu amigo coreano dizia: “Esquecer do que o Japão fez para a Coréia, isso eu não esqueço. Mas, vamos deixar isso de lado sejamos amigos daqui pra frente!” Certas desavenças só se resolvem com a generosidade do perdão.
Comentários
jah tinha conversado com umas amigas japas sobre esse negócio do japão ser tão racista... elas diziam q se fosse pro japão iriam ser discriminada, pq elas não tem mais taanta cara d japonês (talvez por estar há algumas gerações longe da terra natal e d certo mode terem se 'abrasileirado', perdendo algumas d suas características), ou pq seus avós teriam fugido da guerra, deixando seu país qdo eles mais precisavam....
jah ouvi falar tb sobre os 'japoneses d okinawa'(?) q tb tem aparência "diferente" e por isso tb são discriminados... mais nunca entendi isso direito, seria um bom assunto para outro artigo...
também concordo com esse seu amigo coreano.. os japoneses não devem esquecer o q os eua fizeram.. mas devem seguir em frente.
Quanto aos brasileiros descendentes de japoneses, eles não são japoneses! Eles são exatamente isso: brasileiros descendentes de japoneses. Mas acho que eles são tão discriminados no Brasil, que mesmo tendo nascido aí, muitos se sentem japonesess. Alguns desses vêm pra cá e acabam descobrindo o quanto eram brasileiros e o quanto não eram japoneses. Eu imagino que os que não entendem ou não aceitam que são "brasileiros descendentes de japoneses" devem sofrer muito.
Bom, eu não esto na pele deles, portanto não posso falar muito além do que eu acho. Por exemplo, alguns descendentes de japoneses reclamam que os japoneses se irritam com eles porque eles não falam japonês muito bem. Acontece que o Japão não é só um país, mas é também uma raça e uma língua. É realmente esquisito ver no Japão alguém com cara de japonês que não sabe falar japonês. O inverso também é verdadeiro. Quando eu falo, às vezes o meu japonês sai tão perfeito que parece que as pessoas têm um certo desconforto ao falarem comigo. Alguns até comentam que se sentem mal de ver um estrangeiros falando japonês perfeito. Dá para escrever um longo artigo só sobre isso!
Quantos aos japoneses de Okinawa, claro que já ouvi falar, mas parece que se fala muito mais sobre eles no Brasil do que aqui no Japão. Aqui, dizem que os japoneses de Okinawa têm uma cara diferente, que parecem estrangeiros. Dos que eu conheci até hoje, não vi taaanta diferença assim. Os japoneses das ilhas principais do Japão são tão diferentes entre si, que eu acho que a diferença entre um japonês daqui e um de okinawa não é maior do que a diferença entre dois japoneses daqui.
A imagem que me passam do povo de Okinawa é que é um povo alegre e "sem pressa". Eu tenho um colega de trabalho que é de Okinawa e falam dele pelas costas, dizendo que ele é muito lerdo e que é meio caipira. Mas é verdade! Ele é lento até para falar! Dizem que ele é assim porque é de Okinawa, mas antes tinha um outro cara de Okinawa que não era assim e ninguém falava nada dele. Portanto, não é tanto uma questão de raça nem de procedência, mas apenas de comportamento.
Nunca gostei de historia...
Ou melhor, eu quando andava na escola, não gostava de historia, porque dava materias que nao me interessavam... Portanto, nunca estudei muito sobre nada. Mas agora que ja nao ando na escola, quando aparece uma materia que me interessa, eu leio ate ao fim. E achei interessante o que escreveste, e por outro lado, estranho. Se fosse no meu caso, eu detestaria os americanos (diga-se de passagem que eu nao gosto deles, mas pronto)... E acho super estranho como os japoneses se tenham deixado levar por essa tal de lavagem cerebral.
E pronto... Também há por aqui referência a Portugal.. mesmo que nao seja pelo lado positivo =)
Beijos
Kat
Por exemplo, você sabia que as bases americanas são mantidas com dinheiro japonês? Hoje existem movimentos que buscam pelo menos elimitar esse fardo financeiro, ou seja, os americanos até podem manter as bases, mas que as mantenham com o seu próprio dinheiro. Essas bases existem aqui com a desculpa de "defender" o Japão, já que oficialmente o país não tem exército. Mas agora, com a ameaça real da Coréia do Norte, com o seu programa nuclear, o Japão precisa garantir a defesa do seu território e todos sabem que não podem esperar que os americanos se empenhem em lutar pelo Japão. Não que os americanos sejam maus, mas eles certamente agiriam de acordo com os seus próprio interesses, o que com certeza não será o melhor para o Japão.
Outra questão, que ninguém coloca nessas palavras, é que as bases americanas no território japonês são como uma arma apontando para a sua cabeça. Eles estão aqui para "defender" o Japão contra terceiros, mas, se fosse o caso, quem defenderia o Japão contra os Estados Unidos? Olhando por este lado, o Japão não é um país soberando, mas continua em estado de ocupação americana.
Isto é mesmo manipulado por eles.. Fazem o que querem e bem lhes apetece...
Enfim
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Cara,peço-lhe perdão!Quando começo a escrever,vou para um outro universo e não consigo me conter(acho que é uma consequência de não se ter amigos...rsrsrs:),mas não posso terminar sem antes dizer o que mais queria:sua perplexidade a respeito da história procede,pois qualquer um com a metade de um cérebro pode perceber que há graves inconsistências na história da História!Cheguei a essa constatação há pouco mais de dois anos,e desde então só tenho me convencido mais e mais de que aquela história da humanidade que dizem ser a oficial não é mais que um grande conto de fadas para acalmar os ânimos e controlar as vontades das massas.Qual é a verdadeira História,então?Difícil dizer,pois quando não se tem o aval da oficialidade,tudo se torna apócrifo,e você acaba nem sabendo mais no que deve ou não acreditar.Isso só poderia me conduzir inevitavelmente ao mundo das conspirações,que,pelo que percebi,acho que também já está familiarizado.Quer saber o que acho?Se existem,não deixariam que soubéssemos tão facilmente,e fariam de tudo para cobrir seus rastros.Agora,para além de todas as discussões formais a respeito de haver ou não grandes conspirações mundiais,a minha opinião subjetiva,baseada na forma empírica com que vivo,eu percebo que há uma lacuna no mundo,um grande 'espaço vazio',que pode ou não ser explicado pelas conspirações "illumináticas".Aliás,se há os Illuminati ou não,penso que não são de fato iluminados,como sua auto-denominação pode sugerir,pois se o fossem se proporiam a outros propósitos mais nobres que o de tentar subjugar os povos.Acho os monges budistas tibetanos muito mais iluminados que esses troçadores urbanísticos modernihos.Ah,detalhe:diferentemente do que possa pensar,sou um tecnófilo,ADORO TECNOLOGIA,mas a filosofia não é uma alternativa,é um complemento.
Quanto ao Japão, acho que eu seja ignorante nesse caso, e aqui ainda falta-me muito conhecimento para sair dando opiniões com um sentido descente.
eh como brasileiros nao gostarem de portugueses, foram os chineses que levaram a civilizacao ao japao. ou o buda nasceu em tokio ?
sem essa de odio, o mundo ja esta cheio de odio, todos diferentes, todos iguais !!!
Essa idéia de que os japoneses não gostam dos chineses é muito difundida no Brasil, mas é falsa, pelo menos com relação aos japoneses do Japão. Eu sei muito pouco sobre os japoneses e descendentes de japoneses do Brasil por isso não posso dizer que eles — brasileiros descendentes de japoneses — não odeiam os chineses.
Quando falam que o Japão invadiu a China, parece que simplesmente eles pegaram seus aviões e navios, saíram daqui e foram conquistar a China, mas não é bem assim. A história é bem mais complexa do que isso e, se analisar direitinho, você pode concluir que o Japão não invadiu a China. Ou, se você entende que o fato de milhares de japoneses estarem morando em território chinês e que o Japão utilizou o exército para proteger essa gente é uma invasão, então a Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, França e Rússia também invadiram a China. Outro fato que muita gente esquece é que a China estava em plena guerra civil entre nacionalistas e comunistas e era do interesse dos comunistas que o Japão entrassem em conflito com a China, para que pudessem enfraquecer os nacionalistas e tomarem o poder.
Eu prefiro não afirmar categoricamente nem uma coisa nem a outra, pois essa é uma questão muito complexa que eu ainda não estudei o suficiente para formar uma opinião.
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Eu disse que os japoneses não odeiam os chineses, mas a recíproca não é verdadeira. Os chineses e coreanos odeiam os japoneses. Isso eu já tinha percebido há muito tempo, mas só agora estou começando a tentar entender. Eu estou lendo um livro escrito por um chinês especializado em filosofia, que veio para o Japão no final dos anos 80. Nesse livro, ele diz que depois de alguns anos sem voltar para a China, ele precisou fazer várias visitas ao seu país natal para recolher material para a sua pesquisa. Nessa ocasião, ele percebeu que a China tinha mudado completamente em poucos anos e agora todo mundo odeia o Japão. Ele diz que na época dele era o contrário, que eles tinham até admiração pelos japoneses.
Se esse ódio dos chineses pelos japoneses tivesse como causa os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial, era de se esperar que quanto mais se voltasse no tempo, maior seria o sentimento anti-japonês entre os chineses, pois as gerações anteriores estão mais próximas no tempo dos fatos acontecidos, sendo que muitos deles presenciaram pessoalmente os acontecimentos. Como explicar que só nos anos 90, de repente, sem mais nem menos, os chineses começassem a odiar os japoneses pelo que eles fizeram (ou teriam feito) há mais de 60 anos atrás, ao passo que a geração anterior a essa tinha a maior admiração pelos japoneses? Não faz sentido, não é mesmo.
Eu ainda não terminei de ler o livro de que eu estou falando, mas o que deu para entender até agora é que os chineses odeiam os japoneses porque são influenciados pela propaganda do Partido Comunista de lá.
É por causa desse tipo de coisa que eu digo que o problema é atual. Não dá para esquecer o passado, pois esse passado — real ou inventado — está sendo usado agora contra o Japão.
Dependendo de onde vive vc pode até achar agradavel o japão, mas cada região é muito diferente.
A primeira vez que vim para ca fui para o estado de Nara, lah nos estrangeiros eramos tratados muito bem, e os japoneses de lah até nos achavam interessantes, e achavam surpreendente uma pessoa ter vindo do Brasil para trabalhar no japão.
Porém aqui em hamamatsu somos vistos como a pior especie possivel, posso sentir claramente o desprezo que sentem por estrangeiros, minha propria vizinha (um casal com 3 filhos) já deu uma bronca nos filhos por conversarem conosco. Fora os politicos ultra conservadores que estão começando a surgir.
Houve nesta região e ainda há casos de roubos, estupros,assassinatos etc cometidos por brasileiros que são escandalosamente anunciados na midia massivamente, oq faz acaba por generalizar um sentimento de que todos brasileiros são pessoas ruins, embora haja uma proporção muito maior de crimes praticados por japoneses obviamente. Me lembro de um comicio de um politico ultra conservador com faixas e discursos escandalosos, onde muitos brasileiros se sentiram muito constrangidos palavras como HANZAI (Crime) e BURAJIRUJIN (brasileiro) sendo utilizadas massivamente.
De todos os japoneses que conversei e conheço todos são em certo grau racistas, e sentem sim uma certa superioridade para com os chineses, que são vistos (em muitos casos) como simples mão de obra barata.
Quando um brasileiro mora por aqui por um tempo prolongado, não deixa por sentir um certo resentimento contra os japoneses. Houve muitas vezes em que sofri preconceito tambem há muitos conhecidos que sofreram abusos serios e mals tratos.
Há um lado da moeda onde somente os que vivem aqui tem conhecimento.
Agora, sobre o conteudo, sou totalmente anti-americanização e acho falta de bom senso colocar a culpa no Imperador, porque, poxa, o homem não teve culpa, ele não sabia da bomba e se havia maneira de alguém ter evitado a bomba atômica de Hiroshimae Nagasaki não eram os japoneses e sim o Harry Trumam, o culpado por tudo isso.
E a bomba foi totalmente uma injustiça, era preciso lançar uma, duas bombas e incendiar Toquio para colocar fim numa guerra e mesmo assim sair ganhando? Eu acho que não, pois em diversos sites que li, todos dizem a mesma coisa: Trumam poderia retirar seu exército de lá e propor uma trégua, mas não tinha que ganhar para poder mostrar que a 1ª bomba atômica foi deles, conseguindo com isso abrir o comércio de armas nucleares...
olha, minha opinião os EUA é clpado e pronto, eles mataram 2 milhões de pessoa e fizeram 4 milões de feridos... isso é crime e deveriam pagar por isso!
Eu acho que diante dos outros motivos para ser ou não ser respeitado, a competência chega a ser irrelevante. A favor do Japão, é claro.
Antes que venha mais alguém aqui me chamar de burro racista, eu deixo dito: a afirmação acima se refere aos países como um todo. Se fosse para julgar um indivíduo isolado, de cada lado, escolhido a esmo, não é possível fazer a mesma avaliação e a situação pode até mesmo inverter-se.
Essa não é a melhor pergunta. Quando você pergunta “por que há preconceito contra os chineses”, você está assumindo pelo menos duas premissas:
1 – Os chineses são discriminados nos EUA, no Brasil e no mundo.
2 – O motivo da discriminação é o simples fato de eles serem chineses.
Eu acho que antes de responder a sua pergunta, é necessário buscar a resposta para outras perguntas que comprovem pelo menos as premissas acima. Daria para começar pela definição do que é “preconceito”, uma palavra que hoje em dia tem sido muito abusada.
Eu não sei a resposta para a sua pergunta, mas sei que daria muito trabalho para conseguir respondê-la com segurança e sinceridade.
Obrigado pela indicação do site que eu ainda não conhecia e espero que ele permaneça no ar, pois já vi vários sites desse tipo sumirem sem deixar vestígios.
A quem estiver lendo este comentário, eu desafio a clicar no link para ver que tipo de coisa tem lá. Não há nada de ofensivo, nem de racista, nem apelos à emoção que poderiam indicar que o site tivesse alguma intenção de enganar o público ou se esquivar de acusações justas.
Eu já conhecia o site The Fall of Nanking e já li o e-book The Alleged 'Nanking Massacre'. Eu não gostei muito do tom desse livro, pois eu acho que os japoneses têm condições de se defenderem de maneira muito mais serena. Mesmo assim, se compararmos com o tom das acusações em The Rape of Nanking, os autores do ebook parecerão lords ingleses. Para alguém com um pequeno senso de crítica, bastaria ler The Rape of Nanking para ver que Iris Chang não tinha fundamentos para as suas acusações e por isso teve que apelar para a retórica. Quem duvidar do que eu estou falando, pode ler os comentários sobre o livro site da Amazon.com. Em meio a um monte de comentários amebóides, encontram-se alguns comentários de pesquisadores americanos que lamentam a publicação do livro, pois ele tem tantas falsificações e inconsistências que acaba depondo contra a tese de que realmente houve um massacre em Nanquim em 1938.
Os vídeos indicados pelo site são obviamente produções japonesas e podemos encará-los como propaganda de guerra do governo japonês. Quanto a isso não há discussão. Por outro lado, as imagens que aparecem lá são reais, foram realmente filmadas em Naquim depois da invasão japonesa.
O que mais me chamou atenção foi um no qual todos os homens da cidade formam uma longa fila para o recenseamento conduzido pelo exército japonês. Esse recenseamento foi feito para identificar possíveis soldados chineses infiltrados entre os civis. No filme aparece muito bem a expressão no rosto desses homens. Vê-se tédio, cansaço, desconforto nos seus rostos, mas não há ninguém ali mostrando o pavor de quem tivesse visto milhares de estupros e assassinatos cruéis executados pelos animais descritos por Chang. Isso sem considerar o fato de que a possibilidade de ser confundido com um soldado e ser executado por isso era real. Os japoneses podiam ter obrigado os chineses a se comportarem para fazer o filme, mas não há como obrigar alguém em situação de desespero a fingir uma expressão facial de serenidade.
Nenhum daqueles filmes tem qualquer cena violenta ou de outra forma imprópria, mesmo assim ele foi marcado no Youtube como tal. Agora, ele tem um texto falando sobre as falsificações que foram feitas sobre o assunto, mas quando eu acessei há um ano atras, havia somente o vídeo e mais nada. Mesmoa assim, ele já estava marcado como impróprio e estava cheio de comentários encolerados, provavelmente de americanos amebóides e chineses com o cérebro lavado. Outro dia, eu achei um vídeo que simplesmente mostrava a bandeira japonesa, com o hino japonês ao fundo. Mais nada. Nenhuma descrição, nada, nada mesmo que pudesse de longo parecer ofensivo. A reação foi muito parecida, com o mesmo tipo de comentário anti-japonês irracional.
Eu li vários livros sobre o assunto para me esclarecer, mas as acusações por si só deveriam ser evidência suficiente para qualquer um concluir que, por mais que os japoneses tenham agido cruel e injustamente durante a Segunda Guerra Mundial, os que o acusam e participam dessa campanha anti-Japão agem de má-fé. Por quê? Para que mentir e apelar para recursos retóricos e apelos à emoção se o que os anti-japoneses estivessem falando fosse verdade?
Nos dois sentidos como trabalho e como conhecimento.
E acho q a questão disso um pouco se deve ao fato de a gde maioria(mesmo q velada)considere nossos ancestrais traidores por abandonarem a terra mãe qdo mais precisavam.
Esquecendo q dp da bomba o Jp viveu dias de muita miséria e muita gente sobrevivia com um poudo do q era enviado do Br pra essa terra q nos acolhe hj.
Essa reverenciação ao EUA eu nunca entendi muito bem, talvez passe a entender agora com seu post, sempre achei q a bomba foi lançada como forma de frear o Jp e como um campo de teste ideal para a nova descoberta, a bomba.
Nunca entendi direito a história dos kamikases, pq pessoas entregavam-se da mesma forma q um radical islamico se entrega a religião, dai descobri a divindade do imperador
Descobri q nunca ouve um migração voluntária de japoneses para o br, na verdade foi um acordo entre os governantes.O Br precisava de mão de obra barata para crescer e o Jp tinha gente demais pra comer.
e tempos atras li um post comentando q antes da bombas bombas o próprio Jp fazia um genocídio dos okinawanos.Todo mundo sabe e todo mundo vê q okinawano é tratado diferente né?então, naquela época n era diferente.Okinawanos são de origem etnica diferente dos jp, são mestiços de coreanos, havaianos, filipinos ....Com a guerra surgio a oportunidade acabar com a raça impura.
Pintavam um terror dos soldados americanos, e orientavam as familias a se matarem caso fossem capituradas por eles.Pais matavam a familia,e depois se matava pra evitar ser capiturado em nome do imperador.Logo o massacre começou bem antes das bombas, dentro do próprio jp mesmo.
Ainda quero ler esse livro que você mencionou. Parece-me que ele fala mais do processo de pesquisa e construção da bomba nos EUA, mas o que eu queria saber mesmo são as implicações políticas que o livro atribui à bomba.
Eu não estou na sua pele, portanto não posso julgar o que você sofre ou deixa de sofrer, mas há certas questões que são fatos inegáveis. Por exemplo, mesmo que você diga que o governo japonês incentivou a emigração — o que é um fato, diga-se de passagem — não há registros de que alguém tenha sido obrigado a deixar o Japão em qualquer momento. Nem mesmo os coreanos e chineses que estavam no Japão após o final da Segunda Guerra foram obrigados a sair, embora o governo fornecesse transporte gratuito para aqueles que desejassem retornar ao seu país de origem. Portanto, quem saiu e quem ficou o fez por vontade e responsabilidade própria.
Quanto à utilidade da bomba para dar um fim à guerra, eu acho que já está bem claro que foi nula. O Japão já estava vencido, pois não tinha mais recursos para continuar com a guerra e, por isso mesmo, estavam tentando uma negociação, através da URSS e da França para se renderem sob termos mais amenos, em especial, o que eles não podiam aceitar nos termos impostos pela Conferência de Potsdam era a abolição da monarquia, e os americanos tinham consciência disso. Bastava que Truman não tivesse excluído o artigo que tratava do assunto nos termos de rendição para que o Japão se rendesse prontamente. Além disso, muitos historiadores dizem que o efeito da invasão da Manchúria por parte da URSS, quebrando o tratado de não-agressão URSS–Japão teve efeito muito mais forte do que o lançamento das bombas na decisão do Imperador de se render.
Quanto ao que realmente ocorreu em Okinawa durante a Segunda Guerra Mundial, eu recomendo que você estude mais. Há registros, por exemplo, de mulheres que declararam (mentiram) que o seu marido se suicidou por ordem do governo japonês para poderem receber a indenização que o governo foi obrigado a pagar após o final da guerra.
Quanto a se o okinawanos são discriminados atualmente no Japão, eu não sei. Eu tinha um colega de trabalho que era de Okinawa e o chefe vivia falando mal dele por causa disso, mas aquele chefe falava mal de todo mundo pelos mais variados motivos. Não duvido que ele ficasse falando mal de mim também porque eu era brasileiro também. Mas entre isso — um japonês chato e ignorante que fala mal de todo mundo — e dizer que “a maioria” dos japoneses são racistas e discriminam okinawanos e estrangeiros, há uma enorme diferença.
Outra coisa que eu acho que tem que ser levada em conta é o fato de os próprios okinawanos que moram nas ilhas principais do Japão se segregarem. Eles fazem churrascos e outros eventos só para okinawanos. Você sabe de japoneses de alguma outra região do Japão que fazem isso? Já viu algum evento só para quem é de Osaka ou Nagoya, por exemplo? Não tem, não é mesmo?
FIQUE SABENDO QUE AS PESSOAS DE SHIZUOKA SAO DESCRIMINADOS NO JAPAO, PORQUE TEM FAMA DE TER SIDO UM DOS PRINCIPAIS PONTOS DE TRANPORTE DE IMIGRANTES JAPONESES E ESTRANGEIROS NO JAPAO, DEZEM QUE EM SHZUOKA TINHA MUITAS PUTAS, COREANOS E ETC. IGUAL CAMPINAS SP
ESSES CHINESES ESTUPIDOS ACHAM QUE OS JAPONESES NAO PAGARAM SUFICIENTE, QUEREM ANIQUILAR O JAPAO, QUEREM MAIS GUERRAS E MORTES!
ISSO E OTIMO PARA O EUROS-AMERICANOS, A DESUNIÃO DA ASIA FORTALECE OS AMERICANOS!
OTIMO SE OS JAPONESES E CHINESES SE MATAREM UNS AOS OUTROS!
É EXATAMENTE ISSO QUE OS EUROS-AMERICANOS QUEREM FAZER E ESTAO FAZEDO ATRAVEZ DE MANIPULAÇAO POLITICA.
POR ISSO OS CHINESES QUEREM QUE OS JAPONESES ASSUMAM AS REPONSSABILIDADES DA GUERRA, E INVENTAM UM MONTE DE MENTIRAS E O MUNDO TODO ACREDITA NISSO!
SE TEM COMPLEXO DE INFERIORIDADE, ENTAO NAO VIAJA PORRA!
FIQUEM SABENDO QUE MUITOS NIPONICOS SOFRERAM PRECONCEITOS TERRÍVEIS NOS EUA!
ESSE PRECONCEITO ATE HOJE EXISTE!, NAO SOU JAPA, NEM SOU PUXA SACO DE JAPA, SO ESTOU FALANDO A VERDADE!
Os suicídios nao é uma pratica exclusiva dos japoneses, muitos impérios europeus, muçulmanos etc ja praticavam o ato de suicídio, para honrar os deuses, imperador ou a familia.
Os kamikazes nao sao nenhuma novidade!
Tudo isso aconteceu porque o japao era unica potencia do mundo que nao era composto por brancos! entendem
De acordo com Mick Hume, ex-editor-chefe da revista online Sp!ked, as bombas de Hiroshima e Nagasaki foram atos racistas.
O Japão era um problema para as elites ocidentais desde que a vitória sobre a Rússia, em 1905, o lançou no cenário mundial. Emergiu como um dos grandes poderes capitalistas, mas jamais fez parte do clube. Sua população não era branca. A noção de superioridade racial e das ‘responsabilidades do homem branco’ estavam na base ideológica e na auto-imagem do imperialismo ocidental. Uma nação asiática não poderia ter o direito de sentar-se livremente à mesa do poder. A Conferência de Versailles, realizada em 1919 após a Primeira Guerra, dá evidência deste duplo padrão racial. Enquanto norte-americanos e britânicos se comprometiam com os novos movimentos de afirmação nacional, negaram ao Japão a inclusão de uma cláusula de ‘igualdade racial’ no tratado que deu forma à Liga de Nações (precursora da ONU). Um testemunho diz que a emenda japonesa rejeitada era ‘um evidente desafio à teoria da superioridade da raça branca na qual se baseavam as pretensões imperiais britânicas’.
Para Hume, o governo dos EUA tinha plena consciência de que o Japão se renderia. Relatórios da inteligência norte-americana já davam notícia de que a liderança militar japonesa se movimentava para a rendição três meses antes das bombas. Outros documentos indicam que, mesmo antes de a derrota nazista estar clara, os EUA jamais tiveram a intenção de jogar a bomba na Europa. Não, nem mesmo na Alemanha que causava o Holocausto.
Ele segue seu raciocínio, que a bomba não seria jogada contra a Europa mas tinha que ser jogada de qualquer forma. Motivo: ela consolidava o domínio mundial econômico e militar dos EUA para o tempo que estava para vir no pós-Guerra.
As bombas foram atos racistas? é lógico que sim!, porem o Japão é hoje a terceira potência financeira do mundo, A emergência política e econômica do Japão, no cenário internacional, contribuiu fortemente na extinção da política de superioridade racial branca.
O Japão indiretamente permitiu, a China, (uma nação asiática) ter a chance de emergir como a nova potência global, junto com a Índia e o Brasil, livre da hierarquia racial.
VIVA JAPÃO!!! GAMBARE!!
Realmente ocorreu um massacre em Nanquim?
Acesse:
http://zonamilitarjp.blogspot.com/2007/09/verdade-sobre-invaso-de-nanquin.html
Os chineses sao mais racistas q os japoneses!!
E os coreanos sao muito mais racistas!
Ja morei na china, coréia e japão,por experiência própria, digo sao todos racistas, e dae?
Eu não classificaria o lançamento das bombas atômicas como atos racistas, afinal a decisão de utilizá-las não foi motivada pela diferença racial entre americanos e japoneses. Em particular, eu não acredito que o Presidente Truman, pessoalmente, considerou esse fator ao tomar a decisão de utilizar as bombas. Mas veja bem, se o Presidente Truman não era racista, isso só torna a sua decisão mais condenável ainda, pois teria total consciência de que seria responsável pela morte de centenas de milhares de seres humanos, incluindo mulheres e crianças inocentes.
No entanto, é correto afirmar que politicamente era mais fácil matar japoneses do que alemães, uma vez que realmente existia a crença de que os povos de cor não eram exatamente seres humanos. Foi pensando assim que no século XIX os americanos caçavam índios como se fossem animais.
No mais, tudo o que você escreveu sobre a imagem dos japoneses perante as potências brancas é verdade, ou melhor, é até óbvio para qualquer um que se interesse a estudar um pouco da história desse período. Os EUA não queriam uma rendição do Japão antes de testar as bombas.
Eu concordo que os japoneses são um povo racista, mas no sentido que eu já descrevi no artigo sobre a ocidentalização dos olhos. Eles são racistas no sentido que preferem casar-se entre si e não se sentem atraídos por indivíduos de outras raças.
Isso é uma coisa. Outra bem diferente são as acusações que fazem contra eles de serem racistas contra chineses e coreanos, a ponto de invadirem esses países e matarem os seus cidadãos. Isso não passa de propaganda dos países vencedores da Segunda Guerra, que querem colocar os japoneses no mesmo saco que os nazistas alemães.
Eu acompanho discussões no http://2ch.net, um mural de discussões anônimo, onde todos podem falar o que quiserem sem medo de represálias ou censura, portanto, os participantes são livres para dar vazão às suas idéias mais impopulares e aos seus mais secretos preconceitos. Pois acompanhando essas discussões, eu vejo que mesmo os nacionalistas japoneses mais radicais não consideram chineses e coreanos como sendo outras raças. A única coisa de que eles se queixam é da campanha anti-Japão promovida pelos governos e por alguns cidadãos desses países, prejudicando a imagem do Japão no ocidente e, por vezes, atingindo diretamente os próprios cidadãos japoneses dentro do Japão, como foram os casos de seqüestros de cidadãos japoneses por parte do governo norte-coreano, que contou com o auxílio de cidadãos coreanos residentes no Japão!
Eu não tive a felicidade de conhecer pessoalmente nenhum desses “radicais” nacionalistas, mas se um dia tiver, tenho certeza que seríamos grandes amigos, apesar da diferença racial. Eu sinto que para os japoneses a raça tem pouquíssima importância na hora de julgar uma pessoa; eles são objetivos e julgam as pessoas, países e povos pelas suas respectivas atitudes e nunca pela cor da pele.
Não sei se isso é verdade, para mim os americanos não sao os unicos responsáveis...Tanto os americanos como os japoneses, o que me parece é que foram apenas uma marioneta nas mãos da alta finança que desejava uma guerra mundial, foram manipulados por certos grupos podero$os.
Veja o exemplo de alguns chineses no Japão, falsificadores, contrabandistas, criminosos etc..etc...os japoneses tratam os asiáticos como se fossem mão-de-obra descartável,mas não é racismo, é baseado em preconceito mesmo....no Brasil tem rixa entre cariocas e paulistas, os japoneses sao provincianos dai a rixa entre okinawa e japao etc...
Eu acho que os brasileiros deviam ensinar os japoneses a ter mais desprezo pela cultura e bandeira americana...e tentar melhorar a imagem do Brasil (brasileiros) no Japão.
Eu acho que ninguém tem que desprezar ninguém. Os brasileiros que odeiam os americanos não conhecem os EUA e os americanos e nem sabem por que os desprezam tanto. É bom lembrar que o povo americano era maciçamente contra a entrada dos EUA na Segunda Guerra. Sem dúvidas, nós podemos dizer que a decisão do presidente Truman não tem nenhuma justificativa aceitável e, para mim, ele é um monstro tanto quanto foram Hitler e Stalin. Mas, pense bem, você, como brasileiro, gostaria de ser julgado pela imagem do nosso atual presidente?
Além disso, o tipo de brasileiro que despreza os americanos é o mesmo tipo de brasileiro que despreza os japoneses. Se quiser ter uma idéia, experimente dar uma olhada nas comunidades do Orkut das quais participam os brasileiros que residem nos EUA.
Eu não acho que os brasileiros têm que ensinar os japoneses a terem desprezo pelos americanos. Muito pelo contrário, esses brasileiros que se acham menosprezados no exterior têm que descer do pedestal e aprender a humildade com os povos que os acolhem. O Japão é um ótimo lugar para isso e é uma pena que tantos brasileiros não aproveitem essa oportunidade.
claro que não!
A discriminação contra brasileiros nos EUA é baseado em Que?
O Brasil é um país de terceiro mundo! Pobre, Atrasado e corrupto!
Dai o desprezo pelos brasileiros.
Todos brasileiros estao sujeitos a discriminação no exterior, eu vc, todo mundo!
brasileiros deportados dos aeroportos americanos sem justificativas e humilhados como se fossem criminosos.
E a discriminação contra japoneses é baseado em Que?
Atrocidades cometido por general Tojo?
O povo nipônico tem culpa pelas atrocidades?
Afinal, Todo tipo de preconceito é baseado em Que?
Saddan Hussein foi um ditador cruel, mas quem esta pagando pelos erros q ele cometeu? ja são mais de um milhão de iraquianos inocentes mortos pela guerra.
Japoneses aparentemente idolatram uma nação que assassinou seus ancestrais, acham a cultura norte-americana um máximo e agora estão começando também a imitar esses gringos.
Parabéns!!!
E os americanos nem sabem por que os desprezam tanto?
São burrinhos!
É bom lembrar que o povo americano era maciçamente contra a entrada dos EUA na Segunda Guerra.
Tudo bem! mas quem levou a bomba foi o povo japonês, nao os militares.
Eu não acho que os americanos têm que ensinar os japoneses a terem desprezo pelos brasileiros etc.
Muito pelo contrário, esses americanos que se acham injustiçados no exterior têm que descer do pedestal e aprender a humildade com os povos que os acolhem.
Ainda bem que cada um pode ter a sua própria opinião. Eu tenho a minha. Se você reler o último parágrafo do meu artigo, poderá entendê-la melhor. Se você não gostou da minha, então pode ficar com a sua opinião. Não vou forçá-lo a mudar de idéia.
Desde que escrevi este artigo, já se passaram quase dois anos e o meu pensamento tende a ser ainda mais pela paz e o entendimento entre os povos do mundo. Acho que nós deveríamos virar essas páginas amargas da história e tentar escrever dias mais felizes daqui para diante.
Quanto à americanização do racismo japonês, eu tenho para dizer que durante os 6 anos que morei no Japão, procurei o racismo em todos os lugares e não consegui achar. Portanto, “americanização do racismo japonês” é uma expressão que não faz nenhum sentido para mim. A minha conclusão sobre esse assunto é que o “racismo japonês” só existe dentro da cabeça das pretensas vítimas.
Por que os Estados Unidos três dias depois de derrubar bomba atômica em Hiroshima mirou especificamente em Nagasaki? A resposta poderia surpreender ou mesmo horroriza-lo.
Perto de Nagasaki havia um gigantesco e maior aparato de construção naval da Mitsubishi, mas ele sobreviveu ao bombardeio atômico quase intacto. Algo mais nessa cidade, porém, estava virtualmente no centro da explosão e foi destruída. Era o alvo real que o governo Roosevelt-Truman queriam mais destruir?
Nagasaki era uma cidade dormitório de pesca e no ano de 1542 quando os marinheiros portugueses primeiro ancoraram por ali. Guiados pelos seus mapas até o Japão, em 15 de agosto de 1549, o missionário católico São Francisco Xavier desembarcou próximo a Kagoshima, aprendeu dentro de um ano a falar japonês, e começou a difundir a fé cristã.
Depois de serem expulsos, em 1873, cristãos foram novamente permitidos evangelizar no reino da ilha. Em 1895, a construção começou com uma catedral católica romana em Urakami, um subúrbio de Nagasaki, que seria a maior construção eclesiástica cristã desse tipo no Oriente Distante.
A bomba de plutônio chamada “Homem Gordo” foi atirada do bombardeio B-29's às 11:02 A.M.
Cristãos prontos a viajar tinham feito peregrinação ali. Alguns vieram a fugir da febre da guerra nacionalista e o culto do Imperador. Certamente, esses peregrinos pensavam que o último lugar em que um cristão Estados Unidos derrubaria sua terrível nova arma seria na terra japonesa de Nagasaki, a maior e mais importante cidade cristã do Japão.
Muito próximo do Grau Zero, a Catedral de Urakami, seus vitrais esculpidos com amor, foram esmagados em poeira e grude e assados. Pesadas estátuas de Jesus e Maria esculpidas foram tostadas em um instante.
Como algum escritor sobre a Catedral colocou, através disso a maldita bomba atômica da Administração Truman “ironicamente matou mais cristãos do que tinha acontecido durante séculos de perseguição no Japão.”
Então por que fizeram os políticos por dentro do New Deal de Roosevelt e Truman alterar as decisões militares de alvos, colocando Nagasaki como um alvo, e que seu povo cristão fosse aniquilado pela bomba atômica?
Quem foi Harry S Truman?, ele foi um democrata do Missouri, sucedeu Roosevelt e foi reeleito!. Como presidente, Truman ordenou o lançamento da bomba atômica nas cidades de Hiroshima ( segunda maior cidade cristã do Japão) e Nagasaki.
O maçônico 33º Presidente dos Estados Unidos da América Harry S. Trumam foi iniciado no culto anti-cristão e anti-monarquista da Franco-maçonaria em 9 de Fevereiro de 1909. Membro da Loja Belton No. 450, Grandview, Missouri - Grand Master, Missouri: 1940
Mas a verdadeira fé cristã que uma vez mostrou sinais no Japão é agora na maioria das vezes uma questão de estilo e moda, não paixão religiosa ou conversão em massa. Dificilmente um por cento dos japoneses agora pensam-se como cristãos.

