Educação

Eu gostaria de poder falar no geral sobre a educação no Japão, mas eu não conheço muito. Nunca fui à escola aqui e não conheço ninguém que esteja indo no momento. Só o que eu sei é o que eu ouço falar das pessoas que eu conheço e da tevê, além do que eu vejo na rua.

A escola aqui é dividida em três níveis: shogakko (primário), chugakko (médio) e koko (segundo grau). Ao que me parece, shogakko não é muito diferente do primário no Brasil, embora a qualidade do ensino nem se compare, digo, dá para comparar a qualidade do ensino em escolas públicas japonesas com a de boas escolas particulares no Brasil. A partir de chugakko, eu tenho a impressão de que a escola daqui é bem mais exigente. Além disso, existem cursinhos (como os pré-vestibulares) para os alunos se prepararem para concorrer a uma vaga no segundo grau (koko). A educação é obrigatória somente até o nível de chugakko e não existem vagas para todos os alunos no koko. Mas, mais importante do que isso, garantir uma vaga numa boa escola de segundo grau pode ser decisivo, mais tarde, para entrar na universidade.

O segundo grau

O segundo grau, pelo que eu vejo, é a fase mais difícil na vida dos estudantes e, possivelmente, na vida inteira dos japoneses. É nessa fase que se decide o seu destino para toda a vida, porque dependendo de o quanto eles estudarem, poderão garantir ou não uma vaga numa boa universidade. Muitos estudantes de segundo grau fazem cursinho desde o primeiro ano (são 3 anos): vão na escola de manhã e ficam lá até o meio da tarde. Saem da escola, fazem um lanche e vão para o cursinho, até de noite. No dia seguinte, acordam e vão para escola de novo. Para quem quer ir para a universidade, não sobra muito tempo nem para dormir!

O vestibular

A Universidade de Quioto, onde eu estou estudante, é considerada a segunda melhor do país, atrás apenas da Universidade de Tóquio. É muito difícil de passar no vestibular para qualquer curso na universidade de Quioto. A minha professora de japonês dizia que para entrar na universidade de Quioto, não pode durmir mais do que 4 horas por noite: tem que estudar muito. Quem dorme 5 horas, não entra! Aqui também, as universidades públicas são mais bem conceituadas e a mensalidade é mais baixa (não gratuita) do que nas universidade particulares. Como no Brasil, grande parte dos alunos que conseguem entrar na universidade pública fizeram cursinho. O cursinho é caro, mas não é necessariamente elitizado, porque mesmo famílias mais humildes fazem grandes sacrifícios para pagar os estudos dos seus filhos.

Como em qualquer outro lugar do mundo, o nível de competição depende da faculdade e, como não poderia deixar de ser, uma das mais concorridas sempre é a Medicina. O vestibular é feito em dois níveis: primeiro um exame eliminatório padrão aplicado em todo o país. Quem não for cortado nesse, faz uma exame específico para a universidade onde deseja estudar. Nas livrarias está cheio de livros com questões das principais universidades da cidade para os alunos se prepararem.

Escolas técnicas

Alguns alunos escolhem ir para escolas técnicas em vez da universidade. Não sei quais são os motivos que os levam a tal escolha. Pode ser por que não conseguiram entrar em nenhuma universidade. Ou, por ideologia (que os jovens japoneses têm sim!), resolveu que a universidade não era para ele. Ou pode ser ainda, porque queria começar a trabalhar logo (os cursos técnicos têm 2 anos de duração).

Existem escolas técnicas para as mais variadas profissões, desde Moda e Beleza até Arquitetura e Eletrônica. No meu trabalho no hotel, conheço vários que fizeram escola técnica em Hotelaria. Como o Segundo Grau Profissionalizante do Brasil, as escolas técnicas preparam os alunos para o trabalho. Eles aprendem coisas práticas e quando se formam estão realmente prontos para o trabalho.

A graduação

Tendo passado ou não no vestibular, o destino dos japoneses é decidido neste momento. Os que não passaram, podem tentar outra vez no mesmo lugar, tentar numa universidade menos concorrida, tentar entrar numa escola técnica ou simplesmente procurar um emprgo. Ainda existem umas poucas vagas para quem não é formado, mas o salário é mais baixo e a possibilidade de ser promovido fica bem reduzida. Esse "emprego" que eu falo aqui não é um emprego qualquer é um EMPREGO, que eu vou explicar outro dia. Voltando ao assunto, quem fez faculdade, tem a possibilidade de conseguir um emprego. Mas mesmo assim não é fácil. Pesa muito o nome da universidade em que a pessoa se formou. Um pouco menos importante do que a universidade em si, é o curso. Menos importante ainda, serão as notas que ele teve na faculdade.

Entrar na faculdade no Japão é muito difícil. Mas sair dela é fácil. Neste ponto também é o oposto do Brasil. Embora seja difícil de entrar em alguns cursos, como a Medicina, fazer o curso é no mínimo tão difícil quanto. Aqui não. Quando o aluno entrou na faculdade, os seus dias de sofrimento terminaram. Os professores não controlam a presença e em muitas matérias não tem prova. Basta escrever alguns relatórios, os quais o professor também não vai ler. Um amigo meu que fazia Direito ficou o último semestre da faculdade dele praticamente sem aparecer na aula. No último mês, ele estudou para a provas finais e passou! Será que ele é um gênio?

Andando pela universidade dá para sentir que o número de alunos andando pelas ruas e nos restaurantes universitário não condiz com o tamanho da universidade. Eles não vêm pra universidade! Mas não são todos assim: os calouros que entram em abril, esses sim, vêm todos os dias. Tanto é verdade, que não dá para entrar no restaurante universitário entre abril e maio. Está sempre entupido de bixo. Isso até chegar a Golden Week, que é um feriadão que tem no final de abril. Aí, de repente, toda a bixarada, ao mesmo tempo, percebe que não precisava estar indo na aula todo dia e some. Considerando que a maioria das cursos são de 4 anos, os calouros deveriam corresponder a 1/4 dos alunos de graduação. Mas em movimento na universidade aumenta como se tivese mais do que o dobro de alunos, sendo que o número total teoricamente não aumenta, porque outro 1/4 se formou.

Fico pensando até que ponto os alunos recebem preparo técnico na faculdade. Não cheguei a perguntar detalhes para alunos de outras faculdades, mas na minha (Agronomia), eu posso falar alguma coisa. Começa pelo conceito que eles têm de Agronomia, que está completamente equivocado. Pelo menos no meu curso de pós-graduação é assim. Já experimentei perguntar para vários colegas se eles sabem o nome científico do arroz. Ninguém! Ninguém sabe! Aposto que se der para eles uma semente de arroz para plantar, não saberão o que fazer com ela. Mas são todos formados em "agronomia", num país onde a principal cultura agrícola é o arroz. No Brasil não se perdoa que um engenheiro agrônomo não saiba o nome científico das principais culturas. É normal que saibamos não só o nome das culturas, como também das plantas daninhas, das pragas, dos agentes causais das doenças... Outro dia, não lembro porque, quis conversar com um colega sobre fotossíntese. Já de cara ele disse: eu não entendo nada de fotossíntese porque eu estudo animais (silvestres!!!). Como pode alguém se formar em Agronomia e sair falando normalmente que não entende de fotossíntese?

Outra vez, conversando sobre isso, eu perguntei para outro colega "afinal, o que é vocês estudam na graduação aqui?" Segundo ele, não existe um conteúdo definido. Os professores não dão aulas; eles dão palestras sobre o assunto que estão pesquisando. Como, na universidade, os professores são livres para pesquisarem o que bem intenderem... Sendo assim até dá para entender por que não tem prova. Nem precisa!

Não sei como é nas outras faculdades. Eu imagino que Medicina seja diferente. Até hoje eu não conheci nem conheço ninguém que faz Medicina. Eu acho que eles estudam mesmo e por isso não têm tempo de se relacionar com as pessoas.

A pós-graduação

Eu cheguei à conclusão de que a pós-graduação é igual em qualquer lugar do mundo. Mesmo o sistema sendo um pouco diferente, a atmosfera é a mesma. É um monte de gente que só estuda e não sabe conversar. Eles estudam uma coisa tão específica e tão a fundo que esquecem de todo o resto. Tem gente até que não tem televisão em casa!

Mas embora a atmosfera, as pessoas e o material não seja tão diferente do Brasil, o Japão é o segundo país que mais publica artigos científicos (atrás apenas dos EUA), enquanto o Brasil, apesar de ter aumentado muito nos anos 90, ainda está (não lembro bem) na oitava colocação. Ao ler isso, certamente muitos dirão: é que o Brasil não investe em pesquisa. É verdade, mas não é isso que justifica essa diferença no número de artigos publicados. (Tenho muito para falar sobre este assunto, por isso vou escrever um artigo separado sobre A Pesquisa na Universidade).

Uma coisa estranha é que alunos formados em uma faculdade podem ir fazer pós-graduação em outra sem relação nenhuma! Eu já tive uma colega formada em Sociologia e agora tenho um outro colega que é formado em Filosofia. Mas, considerando que eles não aprenderam nada na graduação mesmo, não faz diferença.

No Brasil, muitos estudantes de pós-graduação estudam e fazem e escrevem os seus relatórios em casa. Só vão na universidade para assistira às aulas, ir na biblioteca, conversar com o orientador ou fazer alguma experiência para a qual precisem de equipamento da universidade. No Japão isso não acontece. Os japoneses vão para a universidade de manhã e só voltam para casa de noite. O horário deles é diferente do nosso: eles começam a chegar na universidade depois das 10 da manhã, mas muitos só vão embora depois das 11 da noite. Além disso, eles não voltam para casa para almoçar. Ou comem no restaurante da universidade, ou compram um sanduíche ou um lamen e comem nas suas escrivaninhas, enquanto lêem ou mexem no computador.

Eles ficam muito tempo na universidade, mas a eficiência deles, em relação aos brasileiros é menor. Os brasileiros procuram fazer o que têm que fazer no menor tempo possível para se livrar e ir fazer outras coisas, como ir tomar uma cerveja no final da tarde ou assistir a novela das oito. Os japoneses ficam lá fazendo e refazendo gráficos, escrevendo relatórios, etc. Como os orientadores são (ou se fazem de) muito ocupados, os estudantes de pós-graduação, antes de perguntar qualquer coisa, escrevem uma espécie de relatório com as suas idéias até o momento e dão para o orientador ler. Grande parte do tempo que eles gastam na universidade é para escrever esses relatórios. Esse processo de fazer, refazer, escrever relatório e refazer de novo faz com que a qualidade final do trabalho deles, em média, seja melhor do que a do trabalho dos brasileiros.

Este artigo já está muito comprido. Vou escrever mais sobre a pós-graduação no Japão num artigo separado (outro dia, não hoje).

Adriano Dal Bosco
, 19 Janeiro 2005, às 04:11

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Comentários

# Anonymous Anônimo em 04 Fevereiro, 2006 07:50
Acho que valeria a pena implantar cursos de graduação a distância ministrados do Brasil para brasileiros no Japão. Alem dos brasileiros poderem se formar em cursos superiores de 4 anos de duração, poderiam aprender a lingua japonesa. Há alguma iniciativa nesse sentido por ai?
SE DESEJAR RESPONDER USE O EMAIL ABAIXO.
TOTÓ
japmelo@yahoo.com.br  
# Anonymous Anônimo em 24 Fevereiro, 2006 18:33
Olá Adriano.
Pelo q vc disse, é extremamente concorrido para um jovem japonês entrar em uma universidade boa, como a de quioto. Mas eu gostaria de saber como vc fez para entrar... . tb tenho dúvidas sobre o visto, por ex: é fácil conseguir um visto d estudante? :Y Queria falar tb q o seu blog é uma boa maneira d conhecer mais a fundo a vida cotidiana do japão do ponto d vista d um brasileiro....se puder responder meu email é jubelo_ms@hotmail.com .. xauzim x.x'  
# Blogger Adriano Dal Bosco em 15 Março, 2006 15:08
Caro Totó,

Que eu saiba não há nenhuma iniciativa de abertura de cursos em universidades brasileiras para brasileiros residentes no Japão. Eu sei que existem algumas escolas primárias em cidades de grande concentração de brasileiros, como Hamamatsu, província de Aichi. Já li também que há pais brasileiros que se recusam a matricular os seus filhos em escolas japonesas por medo de que eles sejam mal-tratados ou que se acostumem demais e não queiram mais voltar para o Brasil. O medo de ter os seus filhos mal-tratados (pelos coleguinhas) não é exclusividade dos brasileiros. Esta é uma das maiores preocupações dos pais japoneses também e é o motivo de alguns casos de suicídio de adolescentes japoneses.

Eu moro numa cidade em que quase não há brasileiros, por isso eu não sei muito bem da situação deles aqui. Mas, na minha opinião, não faria muito sentido abrir cursos especiais para brasileiros no Japão, como você falou. Muitos do que vêm para trabalhar no Japão, o fazem porque não puderam, por diferentes motivos, entrar numa universidade brasileira. Além disso, quem trabalha no Japão, dificilmente terá tempo para dedicar aos estudos. Há uma outra classe de pessoas que são aqueles que vieram para cá ainda crianças, junto com os pais. Esses, caso tenham freqüentado o segundo grau no Japão, estão em pé de igualdade com os japoneses e podem freqüentar uma universidade japonesa sem problemas (pelo menos, sem problemas maiores do que os enfrentados pelos próprios japoneses).  
# Blogger Adriano Dal Bosco em 15 Março, 2006 15:26
Como eu fiz para entrar numa universidade japonesa? Eu ganhei uma bolsa do governo japonês para pós-graduação. Eles facilitam muito para quem tem bolsa (parece que o governo manda junto com o bolsista, uma verba a mair para o departamento...). Como a minha área é Agronomia, não me foi exigido nem que aprendesse japonês. Eu poderia ter feito tudo em inglês, como aliás tem muita gente que faz. Eles vêm, passam de 3 a 5 anos no Japão e vão embora sem ter aprendido a falar japonês! Mas eu, não, eu aprendi. Apredi por que quis e não por necessidade dentro do meu curso.

Bom, eu disse que entrei porque tinha bolsa. Você deve estar se perguntando como foi que eu consegui uma bolsa, não é mesmo. O Japão oferece um certo número de bolsas por ano para estudantes brasileiros que queiram vir estudar no Japão. Tem bolsas para graduação, pós-graduação e escolas técnicas. Para concorrer, você precisa ter nacionalidade brasileira, ter o segundo grau completo e menos de 21 anos (no caso da graduação) e terceiro grau complete e menos de 35 anos no caso da pós-graduação. Para a pós-graduação precisa fazer ainda um projeto de pesquisa, um teste de línguas (inglês E japonês, vale a nota mais alta) e uma entrevista. Para maiores informações, entre em contato com o consulado do Japão mais próximo de você. Não tenha vergonha de ligar e perguntar. O pessoal do consulado é muito atencioso e vai te ajudar no que for preciso. Eles são muito prestativos mesmo!

Quanto ao visto de estudante, acho que não é difícil de conseguir. Funciona como qualquer outro país: você precisa provar que vai entrar em alguma escola e, principalmente, que TEM COMO SE SUSTENTAR aqui. Eu vi na tevê que eles estava exigindo dos chineses que trouxesse uma certa quantidade de dinheiro para poderem ter o seu visto aprovado. É que tinha muito chinês que vinha para o Japão pensando que ia trabalhar para se sustentar enquanto estudava, e acabava não conseguindo emprego... Eu não sei se tem alguma exigência parecida para brasileiros. Porém, se você ganhar uma bolsa, aí fica muito fácil: é só a questão de entregar o passaporte no consulado para receber o carimbo do visto :) .  
# Blogger Thiago Grusmão em 24 Abril, 2007 16:53
Olá eu estou pensando em morar no Japão no ano q vem...+ ainda tenho algumas duvidas...

1) Quanto eu preciso ganhar para me sustentar durante o mês?
2) Você sabe alguma coisa sobre faculdades ou cursos de desenho animado ou quadrinhos?

O meu email eh: thiago.grusmao@hotmal.com

Obrigado.
Abraço  
# Anonymous Anônimo em 17 Agosto, 2007 18:03
oi eu sou estudante estou na 6ª serie, e estou fazendo um trabalho sobre o japao é.. eu queria saber as culturas que os japoneses troxeram para o brasil???

vc pode me responder???

uma abraço
obrigada  
# Anonymous Anônimo em 17 Agosto, 2007 18:05
eu esqueci de mandar meu email..
eu so a menina da 6ª serie que precisa saber das culturas....

bia110_pingo@hotmail.com

obrigada  
# Anonymous Laura Iamasaki em 10 Setembro, 2007 00:00
oi...faço´pós-graduação em Turismo pela Universidade Católica de Brasília on line.Gostaria muito de conversar com você...estou fazendo meu trabalho final...laurahocoya@hotmail.com  
# Blogger Michelle em 04 Fevereiro, 2008 13:07
Olá,interessante vc dizer sobre a educaçao japonesa,sempre ouço dizer em jornais,revistas,enfim que a educaçao japonesa é ótima,bem dedicada,mais esses dias ouvir uma colega de curso que morou ai no japão,e provavelmente ira voltar aí,ela disse que a educaçao no japao não é das melhores e que as pessoas fantasiam muito por eles estudarem a mais horas que por exemplo aqui no Brasil,ela disse também que prefere as escolas com ensino brasileiro ai no japão,pois particularmente nao gosta do ensino japonês,isso me causou certa duvida em relaçao ao ensino no japão.  
# Blogger *.* Ana Carolina*.* em 03 Abril, 2008 20:20
Esta postagem foi removida pelo autor.  
# Anonymous Anônimo em 03 Abril, 2008 20:30
Bom eu tenho 14 anos, e desde muito pequena sinto uma enorme vontade de morar estudar e conviver certamente com os japonêses tenho muitas curiosidades a respoeito de cultura,educação e do proprio convivio dos japonêses, é esse blogger esclareceu minha principal duvida que é sobre a educação.Eu ja sabia que no japão e muito complicado a entrada em uma universidade e que a vida no seu todo no japão e muito dificil e literalmente concorrida, queria muito apronfundar nesses assuntos relacionados ao japão mas convivendo com a propria realidade dos japonêses, seria tudo pra mim, gostaria muito de um dia pder ir ao japáo pois é o meu principal sonho e alguns dos meus objetivos, + tudo que eu queria mesmo era aprender o basico da lingua japonêsa mas no brasil e muito dificil uma escola que esina esse tipo de idioma, ai fica conplicado, pelo que eu pude entender e apartir dos meus conhecimentos sobre a esistência de uma escola de linga portuguêsa, não tem muitas, na verdade e dificil ouvir falar, principalmente em cidades pequenas como a minha, talvés em SP ou Rk teja alguma, gostaria muito de saber, e seria otimo se alguêm podesse me informar.?  
# Blogger *.* Ana Carolina*.* em 03 Abril, 2008 20:35
So a menina de 14 anos
ii gostaria muito de saber mais sobre as bolsas, como faso para ganhar?
e dificil?
tenho que saber falar japonês antes de ir?
em relação as bolças e complicadoO e depende em que cidades moram?
quero construir um bloguer semelhante a esse, como faço para adiquirir mais informações sobre os japonêses?

meu email é
carol_lokialp@hotmail.com
porfavor respondam
=)  
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